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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Antes do Fla, Zico brilhou com a 10 de Pelé:



Antes de brilhar com a camisa 10 do Flamengo, Zico balançou muito a rede com a camisa 10 do Santos. Explicando: ainda criança, o Galinho jogava um torneio de futsal no clube River, no bairro da Piedade, e defendia as cores do Peixe. Com o número de Pelé nas costas, chamou a atenção do jornalista Celso Garcia, responsável por sua ida para o Rubro-negro.

- Eu era vizinho do Zico em Quintino e sabia que ele jogava todo domingo no River. Já o conhecia e a família. Um dia, fui vê-lo no clube. Era um campeonato interno e os meninos eram divididos em times do Brasil. O Zico era o camisa 10 do Santos. No jogo que eu vi, ele marcou 14 gols – lembra.

Celso conta que saiu do River direto para Quintino e pediu autorização a José Antunes Coimbra, pai do Galinho, para levá-lo ao Flamengo. O jornalista ficou amigo da família e mantém intimidade com Zico até hoje, sendo seu padrinho de casamento com Sandra.
O atual técnico do Fenerbahçe deu os primeiros chutes na rua do bairro. Com os irmãos, montou o time Juventude, para as peladas. Depois, ficou três anos jogando futsal todos os domingos no River. Para Zico, a passagem pela quadra foi fundamental para o sucesso nos gramados.

- O salão te faz pensar rápido, ter reflexo e aprender a dar drible em espaços curtos. Robinho, Rivellino, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho são exemplos de bons dribladores que saíram do futsal também – analisa.

Zico trocou o América pelo Flamengo:

Em sua carreira profissional, Zico só vestiu as camisas de Flamengo, Udinese, Kashima Antlers e seleção brasileira. Mas a história poderia ter sido bem diferente. Poucos dias antes de entrar na escolinha do Rubro-negro, em 28 de setembro de 1967, o Galinho havia participado de uma partida pela divisão de base do América-RJ, clube no qual seu irmão Edu já era ídolo. Porém, o coração falou mais alto e o menino, então com 14 anos, decidiu defender o time da Gávea. - Eu tinha feito um jogo pelo América, no Andaraí. O Edu tinha muito prestígio lá e um diretor, o seu Machado, gostava da minha família e queria que a gente jogasse no América também, eu e meu irmão Tunico. Mas na semana seguinte o Celso Garcia me viu jogando futsal e me convidou para fazer um teste no Flamengo. Mesmo já tendo dado a palavra ao América, o Edu me deixou decidir onde queria ficar. O lado torcedor falou mais alto – lembra Zico, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM. Segundo o Galinho, a diretoria da equipe rubra entendeu a sua decisão e não criou problema com a família Antunes. Porém, o jornalista Celso Garcia, que levou Zico para o Rubro-negro, diz que o América não gostou nada de perder o “irmão de Edu”. - A relação do pessoal do América comigo ficou estremecida. Eles dizem que eu roubei o Zico. Não roubei nada! A família toda dele era rubro-negra, até o cachorro se chamava Mengo. Eu, como flamenguista, ia fazer o quê? Deixá-lo no América? – indaga Celso.

Local da estréia de Zico gera dúvidas:

Se o 28 de setembro de 1967 marcou o primeiro treino de Zico no Flamengo, o 1º de outubro de 1967 não é menos importante: o Galinho estreou pela equipe da escolinha do clube com vitória por 4 a 3 sobre o Everest e fez dois gols. Ele diz que foi na Gávea. Mas, Celso Garcia, jornalista que o levou para treinar no Rubro-negro, afirma que foi no campo do Olaria.

Para provar sua tese, Celso mostra uma foto que diz ter tirada de Zico em sua estréia. A imagem mostra o Galinho, ainda com 14 anos, agachado com a camisa do Flamengo. No fundo, aparece a Igreja da Penha, localizada perto de Olaria.

Porém, Zico afirma ter jogado na Gávea, pois lembra de ter visto os jogadores do time profissional, que atuariam no estádio à tarde, assistindo à partida dos meninos de manhã.
- Alguns deles me conheciam porque já haviam enfrentado o Edu, meu irmão, que era do América. Depois do jogo, ouvi alguns falando: “Esse é o irmão do Edu. O garoto é bom mesmo”.

O jornalista Roberto Assaf, que escreveu a biografia autorizada do Galinho (“Zico – 50 anos de futebol”, em parceira com Roger Garcia), confirma a versão do ex-jogador.

- Foi na Gávea sim, achei registros em jornais da época. Por ser irmão do Edu, a estréia do Zico e o primeiro treino tiveram até notas no Jornal dos Sports – afirma.

Celso sabe que não há como ter certeza de tudo que aconteceu há 40 anos e reconhece que algumas passagens podem ser contadas de forma diferente pelos envolvidos.

- Toda história é modificada, não tem jeito. É assim também nos livros sobre a História do Brasil. Uma vez, eu estava no Maracanã e homem veio me abraçar e falar comigo, depois de três gols do Zico: “Você lembra quando a gente foi buscá-lo em Engenho de Dentro?” Eu nem sabia quem era aquele cara. Às vezes eu leio coisas sobre o Zico e acho graça, pois sei que não são verdade – diz.

Fonte: Globo Esporte
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