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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

José Padilha sonha fazer filme sobre o Fla


Sai Capitão Nascimento, entra a nação rubro-negra. José Padilha, diretor do baladado "Tropa de elite", ainda curte o sucesso do filme sobre a guerra entre policiais e bandidos no Rio de Janeiro, mas já sonha com um novo roteiro: fazer um documentário sobre a torcida do Flamengo.

Neto do ex-presidente José Bastos Padilha, que dá nome ao estádio da Gávea, o cineasta é rubro-negro fanático e diz não perder nenhum jogo do time, seja indo ao Maracanã ou vendo pela televisão. Agora, quer levar a paixão pelo clube à telona.

- Outro dia estive na Gávea e conversei com o Márcio Braga (presidente) sobre a idéia de fazer um filme. Falamos rapidamente, mas vou levar isso a sério. Seria um documentário sobre a torcida do Flamengo, pois a torcida é o Flamengo. O time muda, os jogadores saem, mas a torcida fica - diz Padilha, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

A idéia é boa, mas deve demorar a sair do papel. O diretor, que fez o elogiado documentário "Ônibus 174", ainda está envolvido com a divulgação de "Tropa de elite", que em fevereiro concorrerá ao Urso de Ouro no 58º Festival de Berlim, na Alemanha.

- É um desejo, não há nada planejado ainda. Agora estou de férias. Como os jogadores do Flamengo, de recesso - brinca.

Sem bandidagem rubro-negra

É comum ver camisas rubro-negras entre bandidos retratados em filmes ou séries brasileiras. Em "Cidade dos homens", por exemplo, há uma traficante sempre com o uniforme do clube. Isso nunca acontecerá em uma obra de Padilha, ele garante:

- Não consigo associar o Flamengo a coisas ruins. Nunca. Eu não fiz o figurino do "Tropa", mas a figurinista sabe que se tivesse alguém com camisa rubro-negra eu ia tirar (risos) - conta.

O sucesso do longa-metragem sobre o Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio) é tão grande que frases usadas pelos personagens viraram gírias dos cariocas. Elas foram usadas também pela imprensa para adjetivar a arrancada do time no Brasileirão, com manchetes em letras garrafais.

- Guardei todas as capas de jornais que relacionavam o Flamengo ao "Tropa de elite". Tenho tudo - revela.

Quando o assunto é uma comparação entre os principais personagens da obra e jogadores ou o técnico Joel Santana, Padilha evita relacioná-los.

- Acho que o Joel não é o estilo Capitão Nascimento. Ele é um carioca malandro, das antigas. Tem a ver com o Flamengo - diz.

Para o diretor, a força da torcida rubro-negra, que ele pretende mostrar em documentário, foi o fator determinante para a classificação da equipe à Libertadores de 2008.

- Foi um fim de ano maravilhoso. O filme continuou bem na bilheteria e o Flamengo fez uma coisa histórica. Não lembro de nenhum outro time, no Brasileiro de pontos corridos, que saiu da zona de rebaixamento para a Libertadores tão rapidamente. A torcida estava acostumada a brigar para não cair, mas este ano a perspectiva mudou. Ela soube apoiar a equipe e mostrou que é como sempre foi - conclui.

Montagem


Fonte: Globo Esporte
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