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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cristian, de novo titular: 'Voltei a sorrir'


Cristian tinha em mãos uma polpuda proposta do Lokomotiv Moscou, da Rússia. Chegou a balançar. Mas tudo o que viveu no Flamengo em 2007 o fez ficar e renovar por mais três anos. O ano começou e ele acabou relegado à reserva.

Abateu-se e encontrou na esposa, Camila, e na filha, Ana Beatriz, a força que precisava para recuperar o espaço. Contra o Vasco, entrou no segundo tempo e convenceu Joel Santana de que chegou a hora de receber uma nova oportunidade na final da Taça Guanabara, domingo, contra o Botafogo. O técnico ainda não confirma a saída de Jônatas, mas o volante entrega.

- Passei por uma situação complicada. Saí do time sem explicação. Mas sabia que ia surgir oportunidade e agora apareceu. Voltei a sorrir - conta, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

Recuperar o lugar na equipe principal não é o único desejo de Cristian. Durante o Brasileirão de 2007, ele disse que, se fizesse gol, gostaria de pular no fosso para festejar com a torcida. Exageros à parte, ele quer voltar a marcar. O último - e único - gol pelo Fla foi contra o Atlético-MG, dia 29 de setembro.

GLOBOESPORTE.COM: Como é entrar na vaga do Jônatas, um jogador que foi repatriado pelo Flamengo a peso de ouro no início deste ano?

Cristian: Não vejo como uma vitória pessoal. Foi um trabalho que desenvolvi desde o ano passado. Mesmo quando perdi a vaga, respeitei o treinador sem criticar ninguém.

Durante a última semana, você falou que estava faltando ao Flamengo voltar a jogar como em 2007...

É, ano passado o time marcava muito forte e saía rápido para o ataque. Neste ano até mantivemos um pouco a pegada, mas estava faltando embalar.

Depois da derrota por 4 a 1 para o Fluminense, algumas pessoas comentaram que você chegou inconformado ao vestiário, praticamente chorando de raiva. Por que sentiu tanto aquela derrota?

Foi uma dor muito grande porque naquele jogo, dependendo do resultado, eu poderia colocar dúvidas na cabeça do treinador. E deu tudo errado. Várias pessoas me criticaram. Divido quarto com o Obina na concentração e ficamos muito mal. Não conseguíamos dormir, comer. Foi complicado.

Nas férias, você recebeu uma proposta tentadora do Lokomotiv Moscou, da Rússia. Pensou em sair do Flamengo?

Pensei bastante se iria ficar ou não. Sabia que teria muitas barreiras pelas contratações que o Flamengo fez para o meio-campo. Realmente estive bem próximo de ir para a Rússia. Mas conversei muito com a minha esposa e vi que, por tudo o que passei aqui, valeria a pena renovar por mais três anos.

Ser barrado logo no início do ano o fez se arrepender de ficar?

Não podia desanimar, mas fiquei triste. Me apoiei na família para levantar a cabeça. Foi uma situação complicada, pois saí do time sem explicação. Sabia que ia surgir oportunidade e agora apareceu. Voltei a sorrir.

Porém, nem só a titularidade basta. Ano passado, você chegou a dizer que sonha comemorar um gol pulando no fosso do Maracanã...

(risos) É perigoso, né? Mas na adrenalina posso fazer tudo. Ainda tem o sonho de pular o fosso e comemorar com a minha torcida. Vamos ver se consigo.

Domingo você jogará sua primeira final pelo Flamengo. Como analisa o Botafogo?

O time do Cuca é bastante unido. Um corre pelo outro. Assim como no Flamengo corremos mais pelo papai Joel. Será um duelo de famílias. E que vença a melhor!

Fonte: Globo Esporte
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