O que dizer após mais uma eliminação em Libertadores? Apontar para tudo quanto é lado e procurar culpados num jogo, sendo que apenas mais um bendito gol faria com que esses não existissem? Após a partida, onde as fortes emoções ainda estão à flor da pele, é mesmo compreensível que isso aconteça, até porque nenhum torcedor é de ferro. Mas depois de algum tempo e com a cabeça fria, começamos a enxergar as coisas de forma mais justa.
Não é de ontem que o Flamengo vinha implorando para sair competição. Uma série de acontecimentos advindos de sorte fizeram com que chegássemos as quartas de final mesmo sem que tivéssemos tido bola para chegar.
Nesta quarta-feira vimos um Flamengo pelo menos setenta e cinco por cento próximo ao que conquistou o Brasileirão ano passado. Não que o time foi altamente superior e realizou uma grande partida, mas houveram aspectos que poderiam ter facilitado nossa caminhada na Libertadores se a competição fosse levada à sério desde o começo.
E quando digo “levada a sério”, me refiro muito mais a fatores extra campo ao futebol apresentado. Pré-temporada com a presença de todos os jogadores no dia programado, Adriano e Petkovic com a cabeça no lugar, Andrade com mais jogo de cintura e personalidade para bater de frente com algumas atitudes e pessoas; e por fim uma diretoria de futebol menos amadora. Isso tudo aliado à determinação que o time apresentou contra a La’U’ não só nos levaria mais longe como também certamente nos traria o trigésimo segundo título carioca. Afinal, nem o mais crítico dos torcedores diz que somos tecnicamente inferiores a Botafogo e Universidad do Chile. Fomos inferiores somando todos os jogos contra essas equipes, mas time por time, vencemos por goleada.
Como erros em clubes de massa costumam ser fatal (o Flamengo consegue ser exceção em alguns casos), dessa vez a bola puniu a falta de profissionalismo e comprometimento ao longo desses primeiros cinco meses. Daí, tiramos metade da explicação para a pergunta que mais martelou em nossas cabeças nesta quinta-feira: “porque não jogou assim desde a primeira partida, Flamengo?”
Patrícia, Andrade e Rogério estão longe de serem os principais e únicos responsáveis pela eliminação como o torcedor mais emotivo possa pensar. Mania de torcedor carioca achar que presidente e técnico tem de servir, além de tudo, como babá de jogador. Não adianta também agir com regime ditatorial. Tem de tratar o futebol acima de tudo feito qualquer outra profissão com seus direitos e deveres.
Depois perguntam porque o São Paulo consegue chegar deixando de jogar um futebol ridículo e crescendo na hora que mais precisa. Simples a resposta: lá eles podem até passar por conflitos internos, insatisfação da torcida e tudo mais, contudo, não vivem perdendo o foco com constantes crises e picuinhas desnecessárias que passam a ter conseqüência numa série de atos que refletem lá na frente.
Perfeito, Edu. Perdemos a Taça Gb, a taça Rio, com elas o tetra carioca, a seguir a Libertadores. Atuações abaixo do razoável. Agora é a hora da faxina. Que a faxineira saiba o que fazer.
ResponderExcluirSaudações rubronegras!
Eu concordo ta brabo tem que mandar uns 9 embora pelo menos e dose pra leao perder até o tecnico para Botafogo e fluminense e alguns perderam a voltade de ganhar Patricia tem que fazer faxina geral abraço e SRN
ResponderExcluirVi seu comentário no meu blog e acho boa a idéia de fazer-mos uma parceria!
ResponderExcluirPresisamos conversar sobre isso!
williambsr2@hotmail.com
@william_bruno_
espero resposta!