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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Paizão Joel coloca ordem na casa


A goleada de 5 a 1 sobre o Duque de Caxias neste domingo, no Maracanã, ficou em segundo plano. No vestiário do Flamengo o assunto era a discussão em campo para ver quem cobrava o pênalti que originou o quarto gol. Ibson era o batedor oficial, mas Souza pegou a bola após Juan ser derrubado na área. A partida estava 3 a 0 e o atacante, que ainda não tinha balançado a rede, alegou que queria marcar um gol para entrar na briga pela artilharia do campeonato (Souza tem três gols e Muriqui, do Madureira, é o principal goleador com cinco).

Além disso, Bruno teve o nome gritado pela torcida e foi autorizado pelo técnico Joel Santana a cobrar. Mas o goleiro, que correu o campo inteiro, também não conseguiu convencer Souza a largar a bola e voltou decepcionado. No final, o camisa 9 bateu e fez o gol.

Joel Santana assumiu a culpa pela confusão para evitar polêmica. Mas também deixou claro que o fato não vai se repetir.

- O batedor é o Ibson. Se ele tiver algum problema quem bate é o Léo Moura. Mas o Souza pegou para bater e eu não vi. O erro foi meu. A torcida gritou o nome do Bruno e ele olhou para mim com aquela cara de vontade. Ele fica ali só defendendo e sei que ele bate bem. O jogo estava definido e deixei ele ir. O Bruno foi lá para cobrar, mas eles discutiram para ver quem bateria. O importante é que se entenderam e o problema foi resolvido - disse Joel Santana.

O treinador só não gostou quando perguntaram a Ibson se a confusão era um sinal de falta de liderança no Flamengo.

- É normal dois irmãos brigarem e o pai chegar lá para resolver o problema. Eu sou o paizão. Agora quando falo em paizão não é aquela idéia de quem passa a mão na cabeça de todo mundo. Paizão dá palmada e coloca de castigo. Já conversei com o Souza e já resolvi. No intervalo tive a sensibilidade para conversar com os três para não ficar com rancor. Não pode deixar seqüela. Quando se trabalha em grupo e tem uma situação como essa tem que cortar na raiz. O Ibson entendeu, o Souza entendeu e o próprio Bruno, que não tinha nada com isso, também. E está resolvido. Nos próximos jogos não vai ter esse tipo de polêmica para não me irritar e não me deixar chateado. Vai cobrar quem treina - disse Joel.

Natalino tentou minimizar o problema e disse que não liga se os jogadores discutirem em campo. Para o treinador o mais importante é jogar bem e vencer. Como o Flamengo fez neste domingo.

- Qualquer coisa depois eu chego e resolvo. Quem estiver certo, eu bato palma e quem estiver errado vai passar no corredor. No vestiário falei que o batedor é o Ibson e qualquer outro só vai bater se ele ceder. E ele cedeu.

Ibson explicou o que aconteceu no momento em que Souza pegou a bola para cobrar o pênalti.

- Estava 3 a 0 e o Souza estava confiante. Queria bater, não havia motivo para ele não cobrar. Isso é coisa pequena. O importante é o resultado. O Joel determinou que quem bateria seria eu. Mas em campo nem tudo o que o Joel pede vamos fazer. Temos que respeitá-lo, mas conversamos na hora e não tinha motivo para o Souza não bater.

Questionado se Souza passaria a ser o cobrador oficial do Flamengo já que está lutando pela artilharia e usou este artifício para convencê-lo, Ibson preferiu entregar a bola para Joel Santana.

- O Joel avalia sempre na véspera dos jogos quem tem o melhor aproveitamento para bater. Todos treinam. Eu, o Souza, o Léo Moura... Acho melhor deixar a polêmica de lado. O importante é a vitória.

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