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quinta-feira, 18 de março de 2010

Libertadores: Universidad do Chile 1X2 Flamengo


Hoje não salvou um.
Do Bruno, passando pelo Adriano e chegando ao Andrade.
O Flamengo foi irreconhecível. Um time completamente dispenso e sem poder de fogo.
A dupla Kléberson e Alvim colocava fim a qualquer tentativa de saída de bola que não fosse através dos laterais. Esses, por sua vez, também não sabiam se defendiam ou atacavam, já que o apoio recebido dos volantes era bastante ruim tanto no acanço quanto na cobertura.

Estou até agora tentando entender qual foi a proposta de jogo do Andrade ao começar com o lateral improvisado de cabeça de área quando tinha a tão aclamada volta do Maldonado desde o último final de semana.
Até tomarmos o primeiro gol, mesmo não jogando bem, mantínhamos o controle do jogo sem sofrer grande pressão do adversário, visto que eles também abusavam dos erros de passes. Até cheguei a elogiar a zaga que se mantinha segura quando o time chileno apertava um pouco mais, porém bastou segundos de descuido para tomarmos o gol e a desvantagem no primeiro tempo.

Quando imaginei que fosse voltar com Maldonado no lugar de um dos volantes para tranqüilizar o jogo no meio campo e fazer a bola rodar com mais inteligência, simplesmente não houve nenhuma mudança tática no segundo tempo e continuamos com os mesmos erros. Insistência em jogar pelo meio quando os atacantes, numa noite desastrosa, não ganhavam nenhuma. Individualismo ao extremo. Afobação e falta de visão de jogo. Carência de jogadas pelos lados do campo com chegada à linha de fundo para o cruzamento.

Com tudo isso, na base da pressão ainda meio desordenada no início da segunda etapa, houve o empate num lance em que contamos com o erro do auxiliar e/para sorte nossa.
Rodrigo Alvim, que não vinha bem na partida, esteve no lugar certo na hora certa. Empatou e deu esperanças de melhoras do time na etapa final. Ilusão. Poucos minutos depois outro balde de água fria: 2x1 Universidad.

Andrade podia mais uma vez ter chamado de imediato Maldonado e Mezenga. Afinal, algo deveria mudar na conexão entre o meio campo e o ataque. Faltava visão de jogo do meio para frente, pois o adversário dava espaço. E também do meio para trás, pois como não aproveitávamos os espaços e ainda dávamos contra ataques, havia o grande risco deles acabarem com o jogo no terceiro gol.

Faltou um pouco de coragem para sacar o Imperador. Não adiantava. Era uma noite em que o tal “em um lance ele resolve” não ia fazer efeito por mais que ficasse ali a madrugada inteira. Além de bem marcado, estava sonolento, pesado e totalmente desentrosado. Não era o único. Ninguém jogava bem. Mas se sou o técnico, não insistia com ele além dos 20 do segundo tempo. Preservaria um cara que já está pressionado a sempre ter que resolver e colocaria outro que não tem esse peso todo mas quando jogou esse ano, deu conta do recado.

Demorou a mexer. Mexeu mal com Fierro. O jogo não mudou muita coisa até o final. Pelas circunstâncias, acabamos tendo mais posse de bola, mas dessa vez era o time chileno quem mantinha a partida sob seu controle, levando o Fla em banho-maria e a catimba na qual são especialistas.

Por fim, o resultado acabou sendo justo. Ou alguém recorda alguma grande defesa do goleiro Conde que fizesse o Flamengo merecedor do empate?
A derrota, segunda no ano, serviu para mostrar ao time que apesar das polêmicas que “contrastavam” com o bom aproveitamento na temporada, não estamos acima do bem e do mal como talvez alguém poderia pensar. E nem não é para se armar carnaval encima do resultado negativo, porém normal.

Vida que segue. Agora são dois jogos dentro de casa e a nossa torcida dessa vez sim terá a obrigação de fazer o que sabemos melhor: empurrar o time.
E que na próxima vez, todos se salvem.
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