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segunda-feira, 3 de março de 2008

Em três meses, Fla custa R$ 335 a torcedor

Março acabou de começar e o estudante de administração Fabiano Alves já se deslocou de Jacarepaguá ao Maracanã oito vezes para assistir aos jogos do Flamengo - o time jogou dez partidas no estádio. Uma marca que, se depender da tabela de jogos e do fanatismo dele, promete aumentar mês a mês.

Mas há uma contrapartida importante nisso tudo: o bolso. Em média, o rubro-negro gasta cerca de R$ 40 por jogo contra os "pequenos" e R$ 45 em clássicos no Campeonato Carioca e partidas da Libertadores. O preço do ingresso varia de R$ 15 a R$ 20 (meia-entrada, claro). Mas há os R$ 15 das cinco cervejas e mais R$ 10 do estacionamento.

- Ano passado era um jogo no Rio e outro em Campos, Volta Redonda. Dava para economizar e se programar melhor para ir às partidas. Mas agora é quarta e domingo direto. A diretoria deveria fazer uma promoção para esses jogos contra os times pequenos - declara, enquanto se preparava para assistir aos reservas do Fla vencerem o Resende por 4 a 2.

Até o momento, Fabiano estima que gastou cerca de R$ 335 (R$ 135 apenas com ingressos) para prestigiar o Flamengo. A tendência é piorar. Com a classificação à final do Estadual são pelo menos mais dois jogos decisivos. Fora os dois duelos restantes na primeira fase da Libertadores e as sete partidas no Maracanã previstas para a Taça Rio. Se for a todos os jogos marcados, o estudante desembolsará mais R$ 470 (R$ 205 com bilhetes).

O reflexo do alto custo para se freqüentar o Maracanã somado à fartura de jogos está visível. No segundo semestre de 2007, o Flamengo teve média de público superior a 40 mil pagantes por jogo. Neste ano, a quantidade caiu assustadoramente. Apenas em dois clássicos estaduais que disputou (Vasco e Botafogo), o time jogou para mais de 50 mil pessoas. A estréia em casa na Taça Libertadores, contra o Cienciano, atraiu pouco mais de 27 mil rubro-negros.

- A maior parte torcida prefere ver as finais do Carioca do que um jogo da primeira fase da Libertadores. Em 2007, colocávamos 70 mil em todos os jogos e a diretoria, em vez de nos premiar, prefere aumentar o preço dos ingressos - critica o rubro-negro.

O valor das entradas é alto. Mas há outros "detalhes" nem tão explorados que merecem crítica. A venda antecipada, normalmente, ocorre em um prazo razoável. Mas os horários em que os postos de venda estão abertos não agradam.

- De 11h às 17h é complicado para quem trabalha. O único horário disponível é o almoço, mas aí as filas ficam gigantescas. O ideal seria de 8h às 18h porque o torcedor consegue dar uma escapulida e se programar melhor - declara Fabiano Alves, estendendo a crítica aos locais em que há ingressos:

- Boa parte da população trabalha no Centro. E quantos pontos de venda existem lá? Nenhum. A Zona Sul tem vários, há um na Barra, Maracanã e nada no Centro. É complicado.

Fonte: Globo Esporte
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