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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Promessa do Fla e o duro trajeto até a Gávea


Bolsa pendurada no ombro, Aírton passa pelo estacionamento do Flamengo tentando ligar para alguém. O celular ainda não é dos mais modernos. Ele avista um carro importado. Passa. Observa outro, passa reto novamente. Os veículos nacionais também ainda não lhe pertencem. A nova promessa rubro-negra atravessa a roleta da Gávea e parte para o ponto de ônibus na Praia do Leblon.

Há pouco mais de três meses na Gávea, o volante, de 18 anos, teve uma ascensão meteórica. Veio do Nova Iguaçu por indicação de Adílio, conquistou a vaga de titular nos juniores e, em um simples coletivo, impressionou Joel Santana. Puxado para os profissionais, deve fazer a estréia no domingo, no clássico contra o Vasco, deixando para trás os estrangeiros Gavilán e Colace.

Mas as mudanças restringem-se aos gramados. Nascido e criado em Austin - não a capital do Texas, mas sim um bairro humilde de Nova Iguaçu -, Aírton se mudou da Baixada Fluminense para a concentração do Flamengo, em Vargem Grande. Tudo para evitar as horas de deslocamento. Em vão.


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Na minha posição, acho que pareço um pouco com o estilo do Rodrigo Souto. Marco, mas sei tocar bem a bola.
Aírton, novidade do Flamengo para a partida contra o Vasco
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- Agora que passei a treinar com os profissionais demoro duas horas de ônibus para chegar à Gávea - declara.

Os longos momentos que passa na linha 382 (Carioca-Piabas) servem para pensar no futuro. Sonha dar uma vida melhor para o pai, Aílton, a mãe, Silvânia, e a irmã, Aline. Todos rubro-negros. Assim como ele.

- O último jogo que fui no Maracanã foi uma vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Botafogo - declara o tímido Aírton, sem saber exatamente a data da partida.

O pagode e o funk são as trilhas sonoras preferidas. Mas nada de noitada. Orientado pelo pai, ele sabe dos riscos que a possível fama pode trazer. Por isso, se espelha no capitão do Flamengo, Fábio Luciano.

- Pela liderança que ele tem. Na minha posição, acho que pareço um pouco com o estilo do Rodrigo Souto. Marco, mas sei tocar bem a bola - conta, antes de entrar no ônibus, atravessar a roleta e sonhar com, quem sabe, uma estréia vitoriosa contra o Vasco, domingo.

Fonte: Globo Esporte
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