Festa na favela nesse noite de sábado patrocinada pelo chefe do morro Ronaldinho Carioca. Com jogadas diferenciadas, assistência, gol e comemoração de um autêntico rubro-negro, o maestro mais uma vez foi decisivo e sacramentou a vitória diante do clube onde foi revelado e o qual o jogador tratou com indiferença ao ser perguntado antes da bola rolar sobre o sentimento do reencontro. Pra não ficar só nas suas palavras, correu para os braços da torcida que faz a diferença depois de fechar o caixão do time que tem como grande feito o retorno à primeira divisão com a partida mais inesquecível de sua história denominada “A batalha dos Aflitos”. Como bom malandro que é, acho que já ficou evidente por que Ronaldinho optou por fechar com o certo e não correr grande risco de ter sua bela carreira manchada no clube gaúcho. Afinal, como pai não é quem faz e sim quem cria, para um jogador que pode se dar ao luxo de escolher sua casa no retorno ao país, nada mais sensato que optar pelo Mais Querido do Brasil.
Como o jogo foi no Engenhão, caixas de som e telão de última geração foram enviados à Porto Alegre a fim de satisfazer o desejo do clube que levou a maior rasteira da história no quesito contratação de jogador: ver mais de perto o Showman.
O jogo não foi tão fácil como tínhamos a impressão que seria após o espetáculo da última quarta-feira. Com o nosso time afobado querendo se impor no início e não conseguindo, demos espaço ao adversário que apesar de pouco assustar tinha mais posse de bola e não permitia que o Flamengo crescesse. Mas como tricolor gaúcho adora sentir a pressão, haja vista as incessantes avalanches de sua torcida no Olímpico, forma bastante peculiar encontrada para demonstrar a homoafetividade nas comemorações, o Mengão não quis se responsabilizar por isso e foi um tanto quanto generoso ao realizar o sonho dos gremistas que era ver um gol do Astro no Brasileirão. Imploraram tanto isso que o desespero já rolava de acordo como o passar do tempo sem o tão esperado gol do nosso camisa dez. Como rolou ameaça e tudo, o bom goleiro Vitor tratou logo de dar uma forcinha e feito mulher de malandro disse: “vai Gaúcho, realiza nossa fantasia!”. Foi o bastante para o Olímpico vir abaixo com tal avalanche de sua torcida por tudo quanto é parte do estádio. Teve até gente ainda não satisfeita gritando “mais um, mais um”, embora a situação já fosse considerada constrangedora pra eles naquele momento.
No fim do jogo, só faltou o R10 levantar a camisa em direção à torcida do Grêmio com outra por baixo escrita em letras garrafais: “Flamengo é Flamengo!”. Mas como é um cara respeitador, de família e tudo mais, seria canalhice em demasia fazer isso com o clube que lhe ofereceu um campinho de areia para iniciar suas primeiras genialidades.
Porém, para não o chamarem de ingrato, ele vai passar o domingo no Sul comemorando com churrascada (deixando a lingüiça para os conterrâneos) enquanto o Mengão Estraçalhador Invicto dorme mais um fim de semana no G-4 e na cola do líder. Rumo ao Heptacampeonato!



A FLA- SANTOS surgiu de a partir da vontade e perseverança de três Rubro Negros, que uniram suas forças, conhecimentos, experiências e amizades: Fábio Neves, Maurício Muniz e Flávio Werneck .
Cubatão, Guarujá sendo que ainda na região temos também Bertioga, Mongaguá e Itanhaém, nós batizamos nosso Movimento com o nome de FLA-BAIXADA SANTISTA. Solicitamos o reconhecimento de Embaixada no ano de 2009, junto à Vice Presidência de Planejamento do CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO e em agosto de 2009 recebemos o título de Embaixada da Nação FLA-SANTOS, nome este sugerido pela Vice Presidência do FLAMENGO, em função da força que este nome tem no futebol brasileiro.
Vale ainda dizer que, embora ainda não reconhecida como Embaixada, a FLA-SANTOS possibilitou que muitos Rubro Negros de outras regiões, principalmente do Rio de Janeiro, pudessem assistir aqui na Vila Belmiro a vitória do Flamengo por 2×1, jogo de estréia do Andrade como técnico, jogo que derrubou um jejum de vitórias do FLAMENGO em Santos, que já durava 34 anos.
